• Redação TBT

Como Ser Um Conservador – Roger Scruton


No primeiro capítulo, Roger Scruton discorre sobre Margaret Thatcher como exemplo de pessoa que tinha o senso de inclusão e ajuda a todos. Isso contribuiu para que ela conquistasse membros da direita e da esquerda e no fim de seu mandato, uma nova direita havia surgido.



O autor explica que os valores do conservador não são baseados nos valores do mercado ou do estado. Protegem o que amam, tentando preserva para que resista durante as mudanças temporais. Um contrato social de valores morais rege as expectativas entre as pessoas.

“We the people” no início da constituição dos EUA deixa claro que as leis e direitos alí descritas foram feitas para as pessoas, ordinárias ou não, que compõem aquela nação. Lar, comunidade e pertencimento, o senso de pertencimento e de unidade, é o conservadorismo.

Scruton critica instituições que perdem seu sentido original de existir e começam a desempenhar tarefas que interferem no modo de vida da sociedade. Ele dá o exemplo de universidades que deixam de ter como motivo principal de existir educar os alunos e começam a ter a engenharia social em favor de causas, como igualdade, como foco principal.

A família provê ao membro uma identidade permanente, por mais que eles e suas ideias mudem. Na política é a mesma coisa, membros de uma nação se juntam para discutir e tem uma identidade de pertencimento em comum.

Ele discorre longamente no capitulo 4 sobre a incompatibilidade da igualdade entre as pessoas com a realidade, e a maneira como o comunista considera igualdade o ideal que deve ser a base da sociedade. Ele aponta problemas que isso pode gerar, como sufocar a identidade e outras necessidades humanas do indivíduo.

Ele enfatiza a defesa dos conservadores à liberdade religiosa, onde nos Estados Unidos é expressa na primeira lei da constituição americana. A forma de ser bem recebido em países assim é abraçando e respeitando a cultura local, se tornando parte da unidade e todos tentarão fazer com que você se sinta em casa.

Ele critica o fato de pessoas que defendem publicamente a cultura da civilização ocidental serem chamados de racista, sendo que dentro desta mesma cultura seja aceito viver da forma que quiser. O que existe é um modo de vida que é comum, capaz de absorver outras culturas.

Ele aponta como um problema o ambientalismo ser liderado, geralmente, por organizações ou pessoas que formam um sistema burocrático não eleito pela maioria e que muitas vezes são até desconhecidas pelo povo

Este mesmo tipo de organização burocrática não eleita pode tomar a frente de países em nome de uma causa comum para controlar o processo de tomada de decisões, recursos, criação de regras e leis sem que o povo possa exercer a soberania de seu pais, sobrepondo a instituição mais antiga e confiável, a instituição nacional. Como por exemplo, a União Europeia está tornando os países do bloco menos competitivos devido ao grande número de regulações que impõe aos países.

Ele defende que as forças armadas do país não devem ser usadas pelo estado contra o próprio povo, como fazem os regimes totalitários. Deve existir uma coesão social entre as forças armadas e o povo. A polícia inglesa tem o lema de servir não para controlar as pessoas, mas para as libertar.

Existe uma narrativa hoje de que a arte não pode ser julgada de acordo com sua qualidade, de que uma arte não pode ser considerada melhor do que a outra. O que não é real.

No final ele pontua que nos EUA a suprema corte é um mecanismo, que, por ser permanente, é usado para impedir que o governo eleito pelo o povo trabalhe, e acaba cometendo uma série de abusos.

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