• Redação TBT

Cinchona, a planta que salva milhões de vidas á séculos




Desabrochando em um tapete verde, onde a bacia dos Andes e a Amazônia se encontram no sudoeste do Peru, o Parque Nacional de Manú é um dos cantos mais biodiversos do planeta: uma reserva natural de 1,5 milhão de hectares, envolta em névoa, coberta de vegetação. Em um caos de trepadeiras e praticamente intocado pelos humanos.


"Esta pode não ser uma árvore conhecida", disse Nataly Canales, que cresceu na região amazônica peruana de Madre de Dios. "No entanto, um composto extraído desta planta salvou milhões de vidas na história humana."


Churchill teria dito que a bebida salvou "mais vidas e mentes de ingleses do que todos os médicos do Império"

Hoje, Canales é um biólogo do Museu Nacional da Dinamarca que está rastreando a história genética da cinchona. Como ela explicou, foi a casca dessa árvore rara que deu ao mundo quinino, o primeiro medicamento antimalárico do mundo. E enquanto a descoberta do quinino foi bem recebida pelo mundo, com entusiasmo e suspeita, centenas de anos atrás. Nas últimas semanas, os derivados médicos desta árvore estiveram no centro de outro acalorado debate global. Versões sintéticas do quinino - como a cloroquina e a hidroxicloroquina - têm sido elogiadas e contestadas como possíveis tratamentos para o novo coronavírus.



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